quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

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Procura-me. No meio da solidão dentro de um buraco bem escondido. Foi para lá que me mandaram. Foi para lá que quiseram que eu fosse, e eu, lá fui. Sem palavras nem reclamações. Fiz tudo o que queriam e agora, a culpa continua a ser minha? O mundo é realmente injusto. Aliás, a sociedade é que é injusta. As pessoas. (É disto que eu tenho medo).

Eu pelos visto não tinha direito de ser como era. Contrariada mas sem palavras eu mudei. Mas agora parece que preferiam o outro eu. E digo-vos, “eu também”, mas para meu desagrado, agora não consigo mudar. Se era assim que me queriam ver, parabéns, parece que conseguiram. Derrotaram aquele meu lado que se revelava sempre que havia algo de mau. O meu lado em que permanecia a força. Está derrotado. Eu, mais uma vez, dou-vos os parabéns!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Passado.

-Não. E digo não simplesmente por ser não. Não há motivo nem justificação. Um não chega.
-Talvez?
-Não. Não é não.
-Será sempre não?
-Tudo mudou...
-Responde-me. Será sempre não?
-Os sentimentos...
-Sentimentos? Porque não me dizes a verdade...
-Não percebes.
-Sinceramente, não, não percebo.
-Pois...
-Porque foges?
-...
-Achava-te diferente.
-Eu sou assim.
-Não eras, mudas-te.
-Sempre fui assim.
-Não. Eu sempre te tentei compreender, mas ela, ela é que te mudou.
-Não...
-(suspiros)
-Desculpa.
-(lágrimas)
-...
-Não!

Uma fúria penetrava pelo seu corpo. O mundo não era aquilo que ela via, tudo se desmoronou. As lágrimas apresentavam-se enquanto o sorriso era apagado, destruído completamente. Havia uma parte dela que não acreditava naquilo que lhe tinha acontecido. Mas o mundo apertou, apertou, apertou de tal forma que tornou-se miseravelmente pequeno e ela passou a ter, todos os dias, a verdade à frente dos seus olhos.

(Grito: FODASSE!)

Passado!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pensam mal.

Quando pensam que só por sermos jovens somos felizes e temos todos os motivos para estar bem. Pensam mal. Quando pensam que só porque há pessoas bem piores que nós, nós temos que estar bem. Pensam mal. Quando pensam que a verdade é aquilo que vêem. Pensam mal.

Além de jovens somos pessoas. Mas vocês, os dito adultos, cismam em dizer-nos “Vocês ainda não sabem o que é a vida”. Podemos nem saber o que é a vida, mas quando podemos, aproveitámo-la.

(Apenas com 17 anos sinto-me uma autêntica velha. Cabelo branco? Não,talvez algum. Cansaço? Não, Muito.Dor de cabeça? Não, estas tecnologias… Dores musculares? Irão ser mais. )

Já pensaram, que podemos sofrer por vocês? Pois, nunca se lembram disso, é pena.

Quando um jovem é compreendido, é tudo muito mais fácil. Só que, acaba por ser tudo mais complicado porque ninguém nos compreende.

Porque em relação aos jovens, pensam sempre mal!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De dia para dia.

Escondia-se por detrás daquelas mágoas que a assombrava. O medo aprisionou-a naquela escuridão e transformou-a numa pessoa que ela não era. Lutou. Esforçou-se ao máximo para conseguir que aquele dia, o dia em que tudo mudava, o dia em que tudo começava, chegasse. O esforço foi tal que os músculos rasgaram e o seu corpo tremia por todas as suas partes. Aquecia. O suor escorria pela sua pele lisa e clara. Nada se ouvia a não ser as gotas de suor a embater com o chão e a sua respiração. O barulho dos ossos a estalar ensurdecia o suave da sua voz. Aquecia ainda mais. Caiam ainda mais gotas e cada vez mais aceleradas. O barulho era cada vez mais ensurdecedor. Os músculos rasgavam ainda mais, cada vez com mais violência. O batimento cardíaco aumentava… “pum-pum, pum-pum, pum-pum”. O calor era desesperador, era infernal. As dores eram cada vez mais fortes, mais dolorosas. O sofrimento aumentava de dia para dia.

domingo, 15 de novembro de 2009

Tu, já lá não estavas.

O dia apenas tinha começado e eu já sentia a tua falta. Tínhamos estado juntos na noite anterior, os dois, a ver as estrelas. Uma pequena estrela cadente passou o céu, de um lado ao outro e tu disseste-me que pedisse um desejo. Pedi para que todos os dias à noite eu pudesse sentar-me contigo naquelas escadas a ver as estrelas. Na noite seguinte jantei o mais rápido que pude, para conseguir ir ter contigo. Um sorriso no rosto e um brilho nos olhos era a expressão da minha cara. Parecia uma criança quando vê uma loja cheia de brinquedos. Mas mal cheguei à loja, desiludi-me. O brinquedo que eu queria não estava lá. O brilho nos olhos não passava de lágrimas e o sorriso no rosto era apenas uma maneira de esconder a minha tristeza. Foi então que descobri que nada era verdade. A estrela cadente não passava de um avião e o "nós" não passava do "tu" e "eu" . Apesar disso, eu continuava a sentar-me todas as noites naquelas escadas a ver as estrelas. Ainda tinha a esperança de que tu pudesses aparecer e que te sentasses ali comigo. Passou um dia, dois dias… e eu continuava sozinha. Então, deixei de lá ir, de nada adiantava, tu não aparecias. As saudades apertavam e as recordações já não acalmavam o sentimento. Passei dias a olhar para o telemóvel à espera de uma sms tua, com o Messenger ligado à espera que me dissesses algo, mas nada, parecia que te tinhas esquecido de mim.

(E não é que, te esqueces-te mesmo? Quando voltei a ir ver as estrelas tu estavas lá, mas, não estavas sozinho.)

*olhos de vampiro*

sábado, 14 de novembro de 2009

Eu vou continuar ali.

Talvez seja melhor deixarem-me sozinha hoje. Eu quero gritar sem que vocês ouçam, eu quero chorar sem que vocês vejam. Só as paredes serão capazes de escutar tudo o que o meu coração dirá. Porque eu confio nelas, sei que não contarão a ninguém. Posso desabafar porque sei que não me usarão, sei que não me criticarão, não me mentirão, porque elas sabem guardar e sabem, principalmente, ouvir o meu coração. Deixem-me ficar no canto, encostada ao poste a olhar para ele. Pelo menos os olhos não mentem. Sei o que vejo. Vejo o mundo ao contrário. Mas prefiro ficar ali, encostada ao poste a ver tudo a cair em meu redor. Prefiro sentir o meu coração partir-se em pedaços. Prefiro ver e viver a verdade. Sei que assim, não me desiludirei mais. O meu mundo é verdadeiro. E quando não houver mais lágrimas para chorar, quando não houver mais nada para ver, quando não houver mais nada para sentir, eu vou continuar ali, no canto encostada ao poste, mas desta vez com um sorriso no rosto e com ele a meu lado.

(Por mais que me insultem, por mais que me critiquem, por mais que me tentem descontrolar e por mais que tentem ouvir as minhas palavras, não vão conseguir. Podem-se deixar disso. Porque o que conseguem, é deixarem-me exactamente onde eu estava. Não me mudam. Se não têm mais nada para fazer, limitem-se a criticarem-se e deixem os outros em paz. D, R e S.)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dar a volta por cima.

O texto tem de ser lido da forma correcta, senão não faz sentido. E desculpem lá a linguagem.

Separar-nos? Nada era capaz de o fazer, pensava eu. Andava cega ou o carago e não via mais nada à minha frente a não seres tu. Andava aí, feita tolinha, toda feliz da vida, mal sabia o que me esperava. Não sabia, mas fiquei a saber, e bem rápido. Ah e tal, és muito boa pessoa mas não dá. Pois, que boa explicação me deste. Nem uma justificação foste capaz de dar. De um dia para o outro deixas de falar comigo, deixas de querer estar comigo, deixas de me responder… E eu ainda andava aí toda preocupada a pensar que se passava algo. E realmente passava, mas era comigo, estava cega, ceguinha de todo. Bem me avisaram, mas eu…eu não liguei. Durante esse tempo caguei completamente para tudo. Apenas me interessava por ti. E como nunca é demais, volto a dizer, estava mesmo ceguinha… é que passava-me completamente tudo ao lado. Como se costuma dizer, eu andava com a cabeça na lua. Enfim, pelo menos regressei à terra. Mais vale tarde do que nunca. Mas apesar de o sentimento continuar aqui dentro desta merda que é o coração, já não comandará nada do que eu possa fazer. Porque todos aqueles dias que a porcaria das lágrimas teimavam em sair, todos aqueles dias em que tu não me saias da cabeça, todos esses dias me serviram de alguma coisa, e não foram só dor de cabeça.
Só uma coisa me incomoda, mas disso eu não vou falar.


(O facto de a linguagem não ser a mais correcta é intencional. Mas peço desculpa.)

^^

Hoje é um daqueles dias que me apetece desabafar com alguém. Apesar disso não o faço. O meu coração quer isso porque necessita de falar mas o meu pensamento não quer. E o pensamento (razão) é sempre mais forte que o coração (pelo menos o meu.). O coração intimida-se com a razão. Talvez por isso, o meu pensamento não pare. Quero dizer, com isto, que todos os acontecimentos marcantes permanecem bem guardados aqui dentro, infelizmente. E digo infelizmente pois falo daqueles que marcam pela negativa. E, permanecem cá dentro, pois a razão intimida tão completamente o coração que ele não é capaz de fazer o que quer. Não é capaz de desabafar, deitar tudo cá para fora. É como se a razão comanda-se tudo. O coração fica preso de tal maneira que nada pode fazer. A única forma que ele arranja de se expressar é através das reacções. Mas, com tanta pressão da razão, ele não se expressa como quer. Ele expressa-se de uma forma violenta, pois a revolta é tanta que ele não controla. Apenas quer sair dali, da prisão que aquilo é.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não entendo.

“… não pode mostrar o que sente, mas também não pode ignorar o seu coração…”


O mundo está cheio de contrariedades. Antes de se dar um passo tem de se pensar em tudo o que isso poderá causar, bom ou mau. Sim, hoje em dia é assim. Porque quem não o fizer, quem quiser viver o presente sem pensar no futuro, quem quiser agir de uma certa forma sem motivo, não pode. Será sempre recriminado por esta sociedade do mundo de hoje. Sociedade que não deixa as pessoas viverem de uma forma livre. Porque agora, antes de agirmos temos de pensar nos outros e não em nós. Ainda há aquelas pessoas que não o fazem e conseguem ‘estar sempre por cima’ ao que a sociedade pensa e diz. Pessoas essas que não são sensíveis ao ponto de ficarem todo o dia trancadas no quarto a pensar ‘não devia ter dito aquilo.’, ‘e agora o que é que as pessoas irão dizer?’. Admiro essas pessoas.
Eu, fazendo parte da sociedade, digo que não sou um bom exemplo. Isto porque falo daquele e daquela, critico isto e aquilo, mas quase toda a gente o faz. Apesar disso, não é o certo. Critiquei e fui criticada, falei e fui falada. Talvez já tenha contribuído para que muitas pessoas se trancassem no seu quarto e chorassem até não poder mais. Eu, sendo um mau exemplo da sociedade, também sou uma dessas pessoas que se fecham no quarto. Choro, choro… e no fim não me entendo. Porque chorar? Não entendo porquê aquelas lágrimas, porquê aquela dor de cabeça, porquê tanta incerteza e tanta insegurança. Não entendo os meus sentimentos. Não entendo. Assim como não entendo isso, não entendo este texto. Não entendo as minhas reacções nem os meus pensamentos. Não entendo nada.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mas que sentimento.

Este sentimento. O raio deste sentimento. Insiste em permanecer cá dentro e, por mais que eu tente arrancá-lo com a minha própria mão, ele não desaparece. Está fixo de uma maneira tão forte que nada o consegue retirar daqui de dentro. É como se o coração fosse como uma cela, onde os prisioneiros, neste caso os sentimentos, andam de um lado para o outro, sempre inquietantes. Não há maneira de sair daquela prisão (prisão perpétua). Mas a culpa foi tua. Tu é que devias estar com este sentimento bem preso dentro do teu coração. Mas, apesar de eu pensar isto, não o queria, pois acho que não o merecias. E acho isto pois gosto de ti, tu poderias fazer todo o mal do mundo que eu nunca te quereria mal. Mas antes que eu desate aqui a chorar por tua causa, o que me ia provocar uma grande dor de cabeça e ia fazer com que eu gastasse muitos lenços de papel, vou voltar aos sentimentos. Como dizia, o sentimento dentro do coração é como um prisioneiro numa cela. Quando o prisioneiro vê uma visita sorri e salta de alegria, o sentimento é igual. Assim que sinto a tua presença o meu coração começa a bater de tal forma que parece que vai rebentar. É o sentimento. É o sentimento que lá dentro salta de alegria por ver, finalmente, a única esperança da sua “liberdade”, a única esperança de ele sair de dentro desta prisão que é o meu coração.
-Mas que Sentimento.

(é o tal chamado sentimento de merda --' )

domingo, 11 de outubro de 2009

Calma. A vida tem muito mais para te dar.

Procuravas o alguém que já não existia, aquele alguém por quem te apaixonas-te, por quem lutas-te. Insistias em procurá-lo, mas sabias que por qualquer sítio que procurasses não o ias encontrar. Sabias que a tua procura era em vão. Mas não era essa tua certeza que te parava. Nada te parava, porque a esperança e a certeza de que um dia te ias tornar num deles, fazia-te continuar, dava-te todo o entusiasmo para víveres. Tu lutavas por isso, pela tua felicidade. Não eras daquelas pessoas que andam sempre a choramingar pelos cantos, a dizerem que não são felizes porque não as deixam ser. Elas não são felizes, porque não lutam, e, neste mundo, para querer alguma coisa, é preciso lutar por ela.
Sim, tens razão. Muitas vezes passamos todo o nosso tempo a lutar por alguma coisa e não o chegamos a ter. Mas, digo-te apenas isto, “ não leves a vida tão a sério”. Se brincares mais com as coisas, sentir-te-ás bem melhor. Vá, agora levanta-te dessa cama, limpa essas lágrimas e sorri para a vida. Chega de te isolares nesse buraco que é o teu quarto. Chega de te afastares das pessoas mais importantes. Chega de dizeres “chega”. Chega de te humilhares. Chega de lágrimas. A vida tem muito mais para te dar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Apenas recordação.

Foram esplêndidos os momentos passados contigo. Foram únicos e maravilhosos. Inexplicável tudo o que senti naquela fracção de segundos que passou da conversa para o beijo. O meu coração acelerava e acelerava. Sentir o calor do teu corpo, a tua mão a passar-me no cabelo. Eu estava mais que apaixonada. Sentia por ti algo mais que amor. O brilho desses teu olhos, lindos, que tu dizias que eram olhos de vampiro. Nada disso, são os olhos mais lindos que já vi. Expressavam todo o sentimento que ia dentro de ti (pensava eu.). Os teus abraços davam-me toda a força do mundo, davam-me toda a vontade de viver. Todos os problemas me passavam ao lado. Aliás, tudo me passava ao lado. Estava completamente cega, não via mais nada a não ser a ti.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nunca sabemos.

Causa, motivo, justificação, sentido, argumento, justiça. Se estas e muitas outras palavras são sinónimas de razão e se tudo acontece por uma razão, porque não há justiça? Não há justiça porque ela própria se contraria. Não há justiça porque alguém assim o decidiu. Não há justiça porque não há ninguém que vá contra a injustiça e diga “quero justiça”, não há ninguém que desobedeça a lei e que com isso seja capaz de fazer justiça. E porque nem sempre há motivo para? Porque um motivo justifica uma decisão, uma escolha… E, hoje em dia, quem precisa disso? Quem precisa de se justificar para fazer alguma coisa? Ninguém. E tudo terá sentido? Não. E tudo terá uma causa? Nem tudo tem sentido, mas tudo tem uma causa. Mas nem tudo o que tem uma causa tem justificação. E se não há justificação, haverá motivo? Enfim…
E os argumentos? Servirão para que? Os argumentos sem provas não são nada, então, não servem para nada.
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo entender.
Tudo que acontece tem uma razão, só que nós nunca a conhecemos.
-Só alguém paranóica como eu é que escreve e pensa coisas tão estúpidas como esta.

sábado, 3 de outubro de 2009

I need you.

Tu fizes-te entrar no teu mundo de um modo tão bom. Estava sim, estava realmente feliz. Contigo estava tudo bem, nada me tirava aquele sorriso com que eu andava todos os dias, nada me fazia deixar de cantar que nem uma tolinha, eu estava bem, tão bem. Sentia um conforto, um bem-estar como nunca tinha sentido, sentia-me amada. Agora, deixaste-me desamparada. Sinto-me desprotegida, vazia, isolada de todo o resto do mundo… enfim. Para ti foi fácil, um “não dá” e um “desculpa” resolveu tudo. Continuas-te bem como antes. E eu? Eu vejo-te em todo o lado, eu não paro de pensar em ti, eu não me consigo esquecer de ti, eu não aguento estar sem ti. Preciso de ti, só de ti. Ninguém consegue preencher o vazio que deixas-te em mim, ninguém.


Vem comigo, foge comigo.


sábado, 19 de setembro de 2009

Autopsicografia

" O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E o que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não acelerava por mim.

O meu coração perguntava ao teu se sentia o mesmo. Mas, em vez de uma resposta, apenas ouvia o bombear cada vez mais lento. O meu, acelerava. Tentei de tudo para reanimar o teu, mas ele estava cada vez mais frouxo. Tentei reanimar e nada, tentei respiração boca a boca e nada. Continuava a bater, cada vez mais devagar. Então, foi aí que reparei que a minha presença, o meu coração, a minha existência já não alterava nada em ti. O teu coração não acelerava por me ver, não acelerava por sentir os meus lábios nos teus, não acelerava por mim.

sábado, 8 de agosto de 2009

Um sentimento.

Um sentimento de querer que tudo seja meu. Um sentimento de querer avançar no tempo, de apagar uma parte da minha vida e aparecer diferente. Um sentimento de felicidade misturado com raiva, de descobrimento misturado com revolta. Um sentimento diferente. Um sentimento de mudança apoderou-se de mim. Durante muito e muito tempo ele sempre se tentou mostrar, mas eu não o queria ver. Agora sim, ele conseguiu. É um sentimento que se vai alastrando cada vez mais.

sábado, 1 de agosto de 2009

Marcas para a vida.

A tua raiva, a tua fúria estende-se ao longo do teu corpo como uma forma de força incrível. Uma grande força sim, mas não força para ultrapassar problemas. Não é dessa força que falo.
É daquela força que magoa outras pessoas, principalmente as mais fracas. É aquela força que não deve ser utilizada.
Mas tu utilizas esse teu poder de uma forma que magoas gravemente outras pessoas. E aqui, não falo de feridas exteriores. Falo das interiores, que são mais dolorosas, que demoram muito mais tempo a passar e que nunca se esquece, deixam sempre grandes marcas, grandes cicatrizes.

...

Continuávamos parados, a olhar um para o outro. Com aquele brilho nos olhos maravilhoso. Deste-me a tua mão e sorris-te para mim, parecia tudo tão irreal. Aproximaste-te mais um pouco e deste-me um daqueles teus abraços, um abraço de apaixonado. Olhei nos teus olhos e vi a tua honestidade, a tua sinceridade, e a tua felicidade. Então, com aquele sentimento de que tudo era meu, aproximei-me ainda mais de ti, sem ficar nenhum espacinho entre nós…e beijei-te.
Ai, como senti que poderias ser meu, como senti que nada nos ia separar. Poderia ser tudo tão diferente agora.
Talvez, agora, não te recordes dos momentos que passamos juntos como eu me recordo. Porque apesar da idade, apesar de já terem passado estes anos, não consigo esquecer. Sempre que te vejo ainda sinto aquele friozinho na barriga e olho-te de maneira diferente. Ainda sinto a saudade. Ainda te sinto, <3.

terça-feira, 14 de julho de 2009

E assim vais sobrevivendo. Sempre que encontras um obstáculo escondes-te num buraco bem escuro e, esperas que ele desapareça. Olhas em teu redor e vês vários caminhos, mas nenhum é o certo. E aí, esperas mais uma vez. Assim vai passando o teu tempo, a tua vida. Passas a vida inteira à espera que as coisas te vejam e venham ter contigo, em vez de ires tu procura-las e conseguires merece-las.
- Este simples texto foi escrito ao observar um bichito que passava o seu tempo sempre no mesmo sitio e, só de vez em quando, dava uns passos.
O significado está para além do que lêm.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Não cheguei a ti.

Doeu tanto, ver-te cada vez mais afastada e não poder ter feito nada. Ver-te a cair no poço e não saber como evita-lo. Ver as tuas lágrimas e não saber como as limpar. Tudo isto porque estavas do lado de lá, eu não tinha como chegar. Corri, saltei, enfrentei tudo o que me apareceu à frente, todos os obstáculos; aguentei. Mas não consegui chegar até ti. Não consegui entrar no teu mundo. Não consegui evitar que caisses nesse poço. Não consegui limpar essas lágrimas que caiam ao longo da tua face. Não consegui. Não cheguei a TI.

ELA!

Sim, posso dizer que ela é a minha vida! Posso dizer que ela sim, gosta realmente de mim. Não gosta de mim por eu ser rica ou pobre, nem por andar bem vestida ou não. Ela gosta de mim pelo que sou com ela. Porque sei, que se lhe der o meu coração ela dá-me o dela. A minha felicidade é a felicidade dela. Quando chego ela salta para mim, ela corre comigo, ela brinca comigo. Porque ela é tudo o que eu sou. Sei que ela não precisa de nada, para além de mim, para além do carinho e amor que eu lhe possa dar.
Ela é feliz comigo e, eu sou feliz com ela.

Nos momentos em que tou mais em baixo, ninguém me faz sorrir tanto como ela. Ninguém me percebe tão bem como ela.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Procuro-te no meio da multidão, no quente calor de verão, nas zonas mais vivas. Mas, encontro-te num canto isolado, tão frio, tão morto. Encontro-te na solidão! Tu sobrevives. Porque dou-te o meu calor, a minha vida. E agora... eu fiquei sem vida, fiquei naquele canto isolado, frio e morto. Por Ti!

domingo, 5 de julho de 2009

Pensei sempre que sim, mas agora Não!

Todo este sentimento vai-se perdendo. Tantos os momentos que poderíamos vir a passar juntos, mas não. O destino de cada um é diferente, o meu caminho não é o mesmo que o teu. Todo este tempo pensei que sim. Pensei que ia ser sempre assim, nós os dois lado a lado, para tudo. Mas agora…agora esta separação vai ser difícil, e vai doer muito.
Um dia talvez nos encontremos, se assim for o destino, e começaremos tudo de novo. Viveremos momentos únicos. Será como nos contos de fada, viveremos juntos para sempre*

(mas afinal, o destino já está decidido ou somos nós que o decidimos?)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tu.

A tua indiferença para mim é notável. A tua despreocupação comigo também. Porque simplesmente quiseste seguir um caminho no qual eu não entrava. Não querias estar a meu lado, não querias a minha presença, muito menos o meu conforto. Então, escolheste. Fizes-te o melhor para ti. Eu fiquei assim, com algo a faltar dentro de mim. Mas aprenderei a viver assim e serei feliz assim. Viverei um dia de cada vez.


O passado e o futuro são sonho, o presente, esse, é pesadelo.

sábado, 13 de junho de 2009

Ei, tu aí.


Ei, tu aí, ensinas-me? ensinas-me a voar? Parece tudo tão fácil, tudo tão calmo, tão livre. Ensina-me, eu quero aprender. Eu prometo prestar atenção a tudo, porque voar é o meu grande sonho. Ensina-me por favor!

E agora é assim.

Deixa-me aproximar. Deixa-me entrar na tua vida. Aproxima-te também. Aproxima-te. Diz-me algo, se não tenho medo. Tenho receio de me aproximar de ti. Ajuda-me. Protege-me dos perigos desta vida e abraça-me com toda a força que existir dentro de ti.

Não me deixas-te aproximar, e agora é assim, tenho medo de me aproximar de ti. Se um dia foste tu que tives-te medo de te aproximar de mim, agora tenho eu de me aproximar de ti.
Recupera o tempo perdido, ainda estás a tempo. Eu estou aqui, para te receber.

“não tenho culpa de ser um caso raro”

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Revolta.

As palavras não saiam e continuam sem sair (por isso coloquei aqui esta imagem, substitui algumas palavras). É um sentimento que não dá para descrever, só eu sei como ele é e como ele dói. Só eu sei como ele me impede de fazer inúmeras coisas.
- Indignada.
- Revoltada.
- Desanimada.
- Derrotada.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Continuas dentro de mim <3

Será que te esqueces-te? Tudo o que passamos juntos, tudo o que aprendemos um com o outro. Será que te esqueces-te de mim? Foram quase dois anos, dois anos. Eramos mais novos sim, não entendiamos bem o que era na realidade, mas e agora? Agora passado 5 anos o sentimento ainda continua cá dentro. E porque? porque quando passas por mim nem nos comprimentamos, nem um sorriso, sinto falta disso. Quando passas eu fico a olhar e vem-me tudo à cabeça. Porque não consigo esquecer?
Continuas dentro de mim. <3

domingo, 7 de junho de 2009

Aprende com os teus erros.

Fica comigo e seremos um só. Olharemos para trás e veremos tudo o que passamos, tudo o que vivemos juntos. Não, não insistas mais, não erres mais, não pares mais. Segue em frente e aprende com os teus erros. Se amas, não me magoes. Os teus erros são muito superiores à felicidade que provocas em mim. Para e pensa, estás a magoar-me. Ouve o teu coração e não a tua cabeça. Dou-te uma última oportunidade, mas não erres mais, dá-me a tua mão e vamos ser felizes. Ouve, ouve o que o mundo te vai dizendo e não desprezes os sinais da vida, eles serão a resposta para as tuas perguntas, eles guiaram-te para o caminho certo. Eu acredito que tudo mude, acredito que tu mudes. Afasta-te dos teus vícios e ignora as pessoas que só te querem mal. Faz amigos, eles ajudaram-te ao longo da vida. Passarás a ser muito mais.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E tudo parece estar a começar novamente.

E tudo parece estar a começar novamente. Tudo parece não ter acabado, apenas se ter disfarçado por detrás de um sorriso e de uma grande força que surgiu de dentro, um sorriso que se mantém e sempre se manterá, mas que agora está fraco, com poucas forças para continuar. Cada dia é um novo dia. E em cada dia tem lugar um sorriso, umas lágrimas, um grito, um aperto bem forte no coração. Em cada dia há uma esperança de o dia seguinte ser sempre melhor.
Mas os dias são e continuam sempre assim. Apenas um sorriso, umas lágrimas, um grito e um aperto bem forte no coração. Tudo tão frágil que um simples toque nos magoa. Palavras que nos foram ditas que nos entristecem.
Apenas o simples facto de viver alimenta a esperança.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Uma vez um sonho.

Eu vi-te. Sim, eu vi-te. Vi-te pela primeira vez a sorrir para a vida , vi-te a saltar, pular... vi-te a 'brincar' com a vida. Vi-te pela primeira vez realmente feliz. O brilho dos teus olhos não enganava ninguém, era PURA FELICIDADE. Olhas-te para mim como nunca tinhas olhado, disses-te palavras que nunca tinha ouvido sair da tua boca. Trataste-me de uma forma diferente, deste-me carinho como nunca tinhas dado, fizes-te tudo por mim, preocupavas-te comigo.
Uma vez um sonho... (dedicado a ti P ).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Hoje fico pelas perguntas.

Nunca sentiram saudades daquilo que nunca tiveram? Nunca sentiram saudades de alguém que não conhecem? São as saudades mais insuportáveis, as que doem mais. São as ausências que mais custam a aguentar.
Nunca pensaram “porque é assim?”, nunca choraram por nada quererem e por tudo desejarem? Pior dor, pior sentimento. Com certeza que já choraram por coisas passadas, por coisas que ouviram no passado que marcaram, que “traumatizaram”. Dói não dói? Custa não custa?
Já ficaram parados a olhar para aquilo que mais desejam? Já ficaram calados à espera que saiam as palavras certas que nunca chegam a sair? Já ficaram sentados à espera do prometido que não passava de uma mentira? Já lutaram por tudo e não conseguiram nada? Já quiseram fechar os olhos e não os abrir mais, sonhar para sempre? Já quiseram ter algo impossível? já tentaram demonstrar serem tudo menos aquilo que são?
Fico-me pelas perguntas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Preciso de ti.

Fica comigo, fica comigo só hoje. Hoje, preciso do teu abraço, do teu sorriso, do teu carinho e da tua amizade. Hoje preciso de ti, de ti só para mim.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sorriso no rosto.

Sorriso no rosto. Sim, sorriso no rosto. Mas o sorriso será um sinónimo de felicidade? Dias de maiores sorrisos, dias de maiores gargalhadas, dias de maiores tolices, mas não são dias de maior felicidade. Isto porque os dias são piores que os outros, bem piores. Mas o sorriso é um espécie de ‘controlo’ para as lágrimas. Quando me apetece chorar, sorrio até não poder mais, sorrio por tudo e por nada, sorrio simplesmente por sorrir, não por felicidade. Piores pesadelos, piores pensamentos, piores dias, mas, contudo, melhor sorriso.
Motivo de orgulho por ter este sorriso na cara.

sábado, 9 de maio de 2009

Os dias são assim. Cada vez demoram mais tempo a passar. São aborrecidos. Com tantas e tantas coisas para fazer ( ver TV, estudar, ler, jogar PC, estar na Net, passear, estar com os amigos, etc. etc..) não tenho apetite para nada. Quero sempre fazer algo diferente, algo que nem eu sei o quê. Acordar e ter de ir para a escola, sem objectivo, sem vontade. Já nem o facto de estarem lá os meus amigos me dá um pouco de vontade. Ao contrário do que pensam, eles são o mais importante. São o mais importante. Posso não demonstra-lo, mas sinto-o. Sim, normalmente quando se sente tenta-se sempre demonstra-lo, mas às vezes não é assim. Não demonstro tudo o que sinto. É verdade.
Com isto as pessoas não sabem o quanto eu preciso delas. Eu preciso mais do que aquilo que me dão. Preciso mais do que aquilo que me dizem.
Eu não sofro por culpa de ninguém, sofro por minha culpa. Não sofro pelo que me dizem, sofro pelo que digo. Eu não sofro pelo que me fazem, sofro pelo que não faço. Não sofro pelo que não me dão, sofro pelo que não dou.
Sim, esta sou eu.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Momentos de solidão, momentos de tristeza, momentos de imensas lágrimas. É contra todos estes momentos que eu luto todos os dias. Momentos de felicidade, momentos de alegrias, momentos de Grandes Sorrisos. É por todos este momentos que luto constantemente.
O passado não vai fazer mudar nada, mas o futuro, esse poderá vir a mudar muita coisa.
coisas estupidas que saem sem podermos dizer não.

terça-feira, 21 de abril de 2009

“Há dias assim, em que temos medo que a vida pode ser isto…e temos medo.”

Sentimos que não podemos ser mais do que aquilo que somos, que não podemos ter mais do que temos, que não podemos ir mais além…
Temos medo que seja sempre a mesma rotina, que não haja nada de novo na nossa vida. Perdemos a motivação. Acordamos sem vontade de o fazer e adormecemos com a vontade de não acordar mais. Temos medo disto, da vida. Medo que ela não nos possa dar aquilo que mais precisamos. Medo que ela nos tire tudo aquilo que mais amamos. Medo de nós próprios.

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Quem me dera voar. Poder ver o mundo bem lá do alto, poder voar sem destino…sem limites. Esquecer tudo e mostrar aquele sorriso verdadeiro. Sentir força, vontade e determinação. Sentir a verdadeira liberdade. Encontrar uma nova Vida, sem regras, sem confusões, sem chatices, sem zangas. Quem me dera poder voar.


“Mas não sou mais que uma Lua, que sorri quando anoitece e se esconde quando já há gente na rua.”


A gente vai onde o vento nos levar…

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu desespero ao ver, ao sentir. Nas vossas vidas eu não encontro a minha felicidade, eu não me sinto. Não é uma questão de pensar que não, mas sim de sentir. Posso saber que nada é verdade, que tudo aquilo não tem sentido algum, mas o que realmente é importante não é o que eu sei, mas sim o que sinto. O saber e o sentir não se relacionam.

Afastei-me porque não queria que vocês pagassem por coisas que não têm culpa. Não me queria chatear. Porque eu sei que descarregava tudo em cima de vocês, talvez porque são o mais importante que eu tenho. Pessoas sem culpa nenhuma levam com o meu mau humor, levam com a minha má disposição. Peço desculpa por isso.
São o mais importante na minha vida. São os essenciais. São os melhores. São VIDA.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Esqueçam.

Digam-me tudo e depois esqueçam-no. Esqueçam como começou, esqueçam como reagi, esqueçam como vos falei, esqueçam como fui, esqueçam como acabou. Não quero que fique nada, não quero que fique nada de mim… não quero que fique uma única foto minha, ou mesmo vídeos. Não quero que fiquem ‘provas’ da minha existência.
(não consigo escrever nada de jeito, nem mais.)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quero um abraço teu. Só preciso de um abraço teu. Um abraço que me faça recordar todos os momentos passados contigo, tudo o que era Lindo e que agora acabou… Um abraço para alimentar a saudade e para não deixar a esperança morrer. Um abraço com a maior força, porque quero sentir-te, preciso sentir-te. Olha-me nos olhos e abraça-me, faz o que nunca fizes-te e o que eu sempre tive medo de fazer. Diz-me o que sentes, diz-me o que encontras em mim.
Olha-me nos olhos…
Quero um abraço teu. Só preciso de um abraço teu.

domingo, 22 de março de 2009

Não tenciono ser professora, não tenciono ser engenheira, não tenciono ser advogada, muito menos economista. Não quero seguir uma destas profissões… não quero passar o resto da minha vida na escola; não quero passar o resto da minha vida ‘trancada’ num tribunal a defender uma pessoa que nem sei se é culpada ou não; não quero passar o resto da minha vida a ver números e números a minha frente. Não quero nenhuma destas profissões, nem algo parecido. Gostava, claramente, de ir para a tropa. Sim, ir para a tropa. Mas, problemas estúpidos impossibilitam-me disso. Então gostava de ir para a polícia. Andar atrás de criminosos, perseguir as pessoas mais cobardes de sempre, que não querem sofrer as consequências dos seus actos. Quero correr o risco de levar um, dois ou três tiros… quero correr o risco de poder morrer ou ficar o resto da vida agarrada a uma cama no hospital. Quero passar multas às pessoas que não cumprem a lei. Ou então quero andar à procura de provas pelo homicídio.
Não quero uma profissão parada… não quero uma profissão assim. Quero algo perigoso, que algo que seja activo.

sábado, 21 de março de 2009

Sonhei que acordei com 40 anos já. Quando olhava para o passado ria-me de mim própria. Ria-me porque houve uma altura da minha vida em que eu queria desistir, em que eu pensava que não havia mais nada para lutar. Não havia motivo para sorrir e muito menos para saltar de alegria. Queria apenas ‘refugiar-me’ no quarto a ouvir música, a escrever, a chorar, a mandar sms, falar no msn e estar no hi5. Não pensava em mais nada. ‘vida de merda’ pensava eu. Mas quando olhava para mim, já com 40 anos, eu chorava por tudo o que tinha perdido. Todas as noites que não sai… a todos os aniversários que não ia… todas as tardes que passei sozinha… todos os fins-de-semana que passava fechada em casa. A força que não tinha antes, com 40 anos já a tinha. Mas para que precisava eu da força com 40 anos? Parte da minha vida perdi. A melhor parte da vida.
Acordei… acordei do sonho, acordei para a realidade. E pensei ‘quando tiver 40 anos não quero olhar para trás e ver uma pessoa fraca, que não conseguia ultrapassar uns problemas da vida… mas sim, olhar para trás e sentir-me orgulhosa por ter conseguido passar por tudo.’

Uma força que não a sei usar.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Hoje apetece-me escrever. Escrever para desanuviar, para me acalmar. Tantas coisas que eu poderia aqui escrever… mas, apesar desta vontade, as palavras não saem. Sinto-me presa… de tantas palavras que querem sair e não o fazem, de tantas coisas que queria fazer e não faço… enfim. Vivo numa insegurança absoluta, num medo constante.
“ter medo significa que temos algo a perder”. Porque estas coisas não me saem da cabeça.

‘se eu duvido eu penso, logo EXISTO.’ (descartes) porque gostei…


Sem palavras para escrever.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tudo tão duro, tudo tão incompreensível. Deixaste-me num sofrimento constante, numa dor profunda. No brilho dos teus olhos eu via o reflexo da tua alma, eu via a minha força, a nossa força. Pensava sermos um só, mas, pura e simplesmente, tu abandonaste-me. Partis-te para longe, sem dizer para onde ias e quando regressavas. Desistis-te da vida sem motivo algum. Pensava, apenas, ser mais uma das tuas teimosias, das tuas ideias cismáticas, mas não… Naquele dia foi verdade. Ausentaste-te para sempre. Pedi-te para regressares, mas nada podias fazer. Tinhas feito a escolha mais difícil, a escolha mais incompreensível, a escolha mais inaceitável… a escolha mais ‘cobarde’.
Um dia voltaremo-nos a encontrar. PARA SEMPRE.
(coisas estúpidas)

sábado, 14 de março de 2009

Um mundo de sonhos que aos poucos se vai mostrando mais inatingível. Uma realidade que cada vez se mostra mais cruel. As verdades que se transformam em mentiras. O amor que não passa de um simples engano. Uma ausência insuportável. Um medo incurável. Uma coragem destruída. Um sofrimento duradouro. Uma esperança inalcançável. Um sorriso forçado. Uma vida arruinada.
Desabafo estupido.

sábado, 7 de março de 2009

Como vejo o Mundo
Vejo o mundo como um sítio onde andam milhões e milhões de pessoas a correr de um lado para o outro, sempre apressadas, sem tempo… pessoas que acabam por não dar valor àquilo que o mundo nos dá, e àquilo que deveria ser prioritário nas nossas vidas. Com tanto stress, as pessoas não têm tempo para dar amor, ou até mesmo dizer um ‘amo-te’ à pessoa mais importante. Uma simples palavra que poderá colocar um sorriso na cara de uma pessoa.
Não há um mundo certo. Cada pessoa tem o seu mundo ou os seus mundos. O nosso mundo muda sempre que adquirimos sentimentos novos… sempre que tomamos decisões (sejam elas certas ou erradas)… o nosso mundo, é o reflexo daquilo que sentimos. Isto porque se nos sentirmos mal, se estivermos no fundo do poço, acharemos o mundo mau, o mundo cruel, o mundo cheio de injustiças; mas por outro lado, se estivermos bem com nós próprios, se estivermos realmente felizes, acharemos o mundo perfeito, belo, lindo, encantador, maravilhoso…
neste momento, o meu mundo não é o melhor... é um mundo feito de escolhas... não digo que é um mundo injusto, porque ele dá-nos a oportunidade de escolha... nós é que temos de a saber fazer. E feita uma má escolha, não haverá muito a fazer, tudo vira-se contra nós.

Deixo aqui também uma frase, dita por Einstein, que eu gostei.
“Pela experiência quotidiana, concreta e intuitiva, eu descubro-me vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles condicionam-me inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.”

obrigada por perderem tempo a ler este texto estupido. ;)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Podem dizer que o que faço é errado, que não está certo. Mas apesar de eu perder muito com isso, de eu sofrer com isso, eu prefiro assim. É a melhor solução… todos ficam bem. Eu com isto tenho um objectivo e estou a conseguir concretiza-lo. Não me importa o ‘eu’ … é assim que me sinto melhor, é isto que vou fazer. Vou perder imenso com isso, mas não importa. Bem, é claro que importa, mas paciência, é assim que vai ser. Pensei muitas e muitas vezes, e não há algo melhor a fazer. Conversar? Não.
Todos criticam o que estou a fazer. Todos dizem que é errado. Todos me chateiam a cabeça . todos dizem que não têm culpa. Todos ‘resmungam’ comigo. Mas não sabem o quanto eu sofro com isto, o quanto eu choro por tudo isto, Não Sabem! Não sabem o quanto dói. Não sabem o vazio que sinto. Não Sabem!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Hoje as lágrimas apertaram… esconderam-se por detrás de um sorriso inocente. Sentiram-se envergonhadas e não se quiseram mostrar… espreitavam de vez em quando, mas rápido se escondiam. No meio de tantos sorrisos, de tantas caras, elas tinham medo de se mostrar. Hoje, a timidez delas foi maior e chegaram por se esconder o dia todo… mas por vezes elas saem sem vergonha nenhuma a pensarem que podem vencer tudo e todos, a pensar que podem permanecer assim… mas, não podem! E não vencem tudo nem todos… o sorriso elas nunca vencem. Então elas apercebem-se que não são fortes o suficiente e voltam-se a esconder, ficando novamente envergonhadas, e espreitando apenas…
(é assim que eu sou, como as lágrimas! )
Sandra Silva

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O que o meu coração diz é muito mais forte. O que ele sente é mais forte do que o que eu quero sentir. Pode estar errado, mas o sentimento é forte demais para o ignorar ou fazer de conta que não existe. Não estou a falar do sentimento de amor nem de amizade…mas estou sim, a falar do que sinto por mim… do que sinto pelo que faço ou não faço. Estou a falar do que sinto quando me dizem alguma coisa a brincar (com excepções) … estou a falar de quando quero fazer algo e não o consigo fazer… estou a falar de todas aquelas coisas que me deixam mal comigo mesma. Estou a falar do medo que tenho que tudo o que penso seja verdade.

Mas, felizmente, há aquelas pessoas que me ajudam a ‘organizar’ a cabeça, que me diminui este medo. Conseguem sempre arranjar as palavras certas… e respondem sempre àquelas perguntas tão difíceis que eu faço. Mas não são respostas ‘fracas’, são respostas em que me põe a pensar durante TODO o dia sobre aquilo… são umas BOAS respostas!
Conversas que são essenciais e que me fazem mesmo muito bem… muitas fazem-me chorar de tanto rir… rio-me sozinha que nem uma tolinha! E, há outras conversas que são mais sérias… de onde saem aquelas boas respostas que eu já falei e uns bons conselhos! : D
Tudo isto, essencial! : D obrigada!

Agora pensa e reflecte. Ahah : D

Texto para a anti-social mais social! :P
'enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar' :P
: DDD

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


Em que mundo vivemos hoje? Vivemos num mundo sem valor... Vivemos num mundo em que não há nada e não se vê nada para além do dinheiro! Hoje, quase tudo é feito com interesse económico! As pessoas são gananciosas, cínicas, hipócritas... Enfim. Não há adjectivos possíveis para descrever como são as pessoas hoje em dia... Não há frases, textos, nem livros possíveis que descrevam a situação em que está o mundo! Por exemplo, as grandes industrias não se importam pela poluição que fazem; nem pelo mal, e desastres que isso pode causar. O que interessa é produzir e produzir para conseguirem mais e mais...E as pessoas com menos possibilidades como se safam? Os preços todos a subir. É o pão, é o petróleo (logo, sobem os combustíveis todos e muitas outras coisas)... Enfim. Mesmo com os saldos e promoções as coisas continuam caras, muito caras! Tanta gente que todos os dias morre à fome. Tantas pessoas sem casa, sem nada. (os sem abrigo!).Mas há ou não há igualdade social? Actualmente, NÃO!


Mas as pessoas têm culpa de nascer numa família sem posses? É mesmo falta de sorte... Muita pouca sorte! Enfim. Enquanto uns tem tudo, outros não tem nada.. Ou tem que abdicar de muitas coisas para ter o essencial...


'mundo sem emenda!'
Sandra Silva

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Melhor tarde!


Hoje fartei-me de estar em casa sozinha, sem fazer nada! decidi ir caminhar sem destino...


fui por uma estrada em que é raro passar carros e pessoas! está muitas vezes deserta... senti a liberdade... gritei... cantei... dancei... falei para mim mesma... saltei... corri... e sorria! senti que podia fazer tudo o que quisesse naquele momento. senti-me uma criança novamente... mas mais Feliz ainda!


peguei num pau e escrevi na terra... escrevi e escrevi! deixei ali a minha marca... escrevi tudo o que quis, tudo o que me apeteceu. ninguém me poderia proibir de nada, porque eu estava ali, no meio de uma estrada sozinha! senti pela primeira vez uma grande liberdade... e uma grande vontade de sorrir.

levava o telemovel no bolso e ia a ouvir musica bem alto... e tirava fotos de vez em quando. peguei em 'bogalhos' ( para quem não souber, são umas coisitas que os eucaliptos tem..lol) e escrevi no meio da estrada 'VIDA' ... eu própria não sei porqeu o escrevi ali, no meio da estrada... apenas fazia o que me apetecia!
também levei um livro com poemas, e lia-os em voz alta...

já tive momentos muito bons, muito felizes.. mas como este não! apesar de ter estado sozinha, sentia-me melhor que nunca... sentia-me mais acompanhada do que se tivesse no meio de uma multidão! eu, servia de companhia a mim própria...


esta tarde, serviu para esclarecer muitas coisas que iam na minha cabeça!


*melhor tarde!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Ao menos uma vez
Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais, por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos uma mundo doente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho,
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente -
Tentei chorar e não consegui."

*gosto do que esta musica diz.... no que transmite!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

como seriam as nossas vidas sem as novas tecnologias? ( computador, telemovel, internet, televisão, mp3 ou mp4, etc...)

eu considerava-me mais feliz! ( isto se elas nunca tivessem surgido! )