Procura-me. No meio da solidão dentro de um buraco bem escondido. Foi para lá que me mandaram. Foi para lá que quiseram que eu fosse, e eu, lá fui. Sem palavras nem reclamações. Fiz tudo o que queriam e agora, a culpa continua a ser minha? O mundo é realmente injusto. Aliás, a sociedade é que é injusta. As pessoas. (É disto que eu tenho medo).
Eu pelos visto não tinha direito de ser como era. Contrariada mas sem palavras eu mudei. Mas agora parece que preferiam o outro eu. E digo-vos, “eu também”, mas para meu desagrado, agora não consigo mudar. Se era assim que me queriam ver, parabéns, parece que conseguiram. Derrotaram aquele meu lado que se revelava sempre que havia algo de mau. O meu lado em que permanecia a força. Está derrotado. Eu, mais uma vez, dou-vos os parabéns!
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