quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Inspiração?!

Horas em frente ao computador à espera que a inspiração apareça. Mas nada. Quando temos o coração aos pulos de tanta felicidade e simultaneamente de tanta angustia, é difícil inspirar-nos. Quando choramos de tanto rir ou rimos de tanto chorar é difícil expressar todos os sentimentos que nos invadem e nos cerram na nossa própria solidão. Sentimo-nos como se estivéssemos de mãos atadas e olhos vendados. Ficamos sem reacção a nada que aconteça na realidade que se vai passando à nossa volta. É como se nada daquilo fosse verdade, como um pesadelo, em que por mais que nos esforcemos a correr não conseguimos sair do mesmo sitio. Vivemos presos ao que o nosso coração sente e não ao que o coração é.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Afinal o talvez não acabou.

Talvez porque sim ou porque não. Ou talvez porque eu não fiz nada para o impedir. A distância existente entre o eu e o tu vós é cada vez maior, cada vez mais notória, cada vez mais maléfica. Talvez o meu relógio tenha parado e o vosso continuado. Ou talvez tenha acontecido o contrário, o que é muito improvável. Aii, a mania de dizer que está tudo bem e que não preciso de mais nada e a mania de demonstrar que me são indiferentes… Talvez não seja bem assim. Este relógio que parou e eu não usufruo de uma pilha para o mudar e fazer continuar esta minha realidade. E vocês que não me emprestam o vosso por falta de compreensão do meu ser que consideram ser tão incompreensível. Talvez tenham razão…

Enlouqueci, adormeci no momento em que o relógio parou, e vou sonhando até que o venham consertar.

Conseguem?



- Já alguma vez tiveram um daqueles momentos em que vos apetecia fazer um post e não vos saía nada de jeito? Este foi um momento desses.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O talvez acabou.

Saudades originadas por parvoíces. Isso mesmo, parvoíces e nada mais. Não por perda, não por separação, mas por parvoíces. Talvez seja patético ter saudades do que possivelmente nunca cheguei a ter ou sentir, mas eu digo Sinto Saudades. Sim, é isso mesmo. Não estás a ler nem a ouvir mal, não estás a ter alucinações nem visões. É a mais pura das verdades. Talvez tenhamos suspendido as nossas falas porque assim o destino quis, ou porque assim [nós] tu quiseste. Ou talvez porque o tempo parou e eu não dei conta. Talvez por eu ter ido longe e ter acreditado que era possível mudar alguma coisa nestas criaturas consideradas de seres humanos. Talvez por acreditar que a terra é redonda e que o universo é infinito eu fui tão longe. Talvez…

domingo, 11 de julho de 2010

“Primeiro, não toques nos ponteiros.

Segundo, domina a tua cólera.

Terceiro, nunca, mas nunca te apaixones porque senão,

no relógio do teu coração, o grande ponteiro das horas

trespassar-te-á a pele, os teus ossos implodirão

e o mecanismo avariar-se-á de novo.”

Mathias Malzieu, A mecânica do coração

Gritos



Os gritos obstinados que eu confessava por entre aquelas paredes zeladas pelo silêncio, atormentavam os surdos e endoideciam os mudos. Não passavam de meros gritos, que eu, endoidecida e desvairada pelo fragor do sentimento, deixava escapar por entre os dentes gemados, a língua buliçosa e os lábios avermelhados. Angústias acabadas ou ansiedades vindouras? Algo inexplicável atingia-me o peito de uma forma tão severa que amedrontava tudo à minha volta. Ficou tudo tão franzino. A razão quebrou-se, os sentimentos estilhaçaram-se. O aperto era cada vez mais doloroso, cada vez mais aflitivo… cada vez mais assassino.


Não é possível falar em voz baixa?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Diferença?

E um dia desejei ser diferente. Planeei acordar e sonhar, e não o contrario. Adormeci na minha realidade e acordei no meu sonho. Quis viver naquela história de encantar, contada pela minha mãe na minha infância. O céu era sempre azul e não existiam impedimentos. Era tudo como na realidade adormecida. Tudo tão fácil, tudo tão belo. Correr pelos campos e sentir o verde das ervas na pele e o calor do sol nas pequenas bochechas da face que iam ficando cada vez mais avermelhadas. O sorriso que permanecia o dia inteiro era algo inconsciente. A pequena oportunidade de viver, dada por alguém que nos conduzirá toda a vida, era uma forte razão para a permanência do sorriso.

Mas agora, sem o desejar e sem o planear, adormeci no meu sonho e acordei na minha realidade. Sou igual ao que sempre fui.

Diferença?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para além de...

No término da fúria que me transpunha para uma existência supérflua encontrei a minha linha orientadora. O espelho que reflectia, não a realidade evidente, mas a realidade que não conseguimos alcançar. Uma realidade que está para além daquilo que vemos, tocamos, cheiramos e escutamos. A realidade imaginária. Aquela que todos supomos não existir a não ser no nosso imaginário que não passa de um belo brinquedo para entreter a nossa melancolia. A realidade está para além do querer e sentir, está para além da amizade e do amor, para além daquilo que somos e queremos ser.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rebentou.

Aconteceu. Talvez porque eu não fui lúcida o suficiente ou porque não vi a realidade como ela é. Confundi-a com a minha realidade, a minha maneira de ver e viver as coisas tão insignificantes, mas tão essenciais, que o mundo nos oferece. Nem todos temos as mesmas necessidades, mas nem toda a gente percebe isso. Acham que os seus interesses são os interesses dos outros. Mas não é assim. Não somos todos iguais, felizmente. Cada um vive da forma que acha que lhe dará mais felicidade e satisfação. Vivemos todos à procura da felicidade. Mas, muitas vezes, esquecemo-nos que para estarmos bem os outros podem não estar. Então, temos de procurar um ponto de equilíbrio. Um ponto, em que traga felicidade para todos. Mas muitos não pensam assim, muitos só pensam em si, só querem saber da sua felicidade. São muito egocêntricos. Demasiado.

Pessoas que dizem que compreendem, mas no fundo não compreendem. Amigos que se afastam só por terem interesses diferentes. Pessoas que riem com o sofrimento dos outros. Supostos amigos que gozam só para que o acordar daquele dia não tenha sido em vão, para eles. Pois para mim, é indiferente. Critiquem, gozem, riam. Sejam felizes, eu também o serei.

Vivo e sobrevivo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mundos diferentes.

Sonho alto, vivo o que os outros querem e não o que eu realmente quero. Tudo por simples estupidez minha ou então desinteresse dos outros pela felicidade alheia. É fácil comentar tudo e todos, é fácil olhar para os outros. O difícil, é olhar para nós. Olhar para nós e aceitar que somos diferentes. Que vivemos em mundos diferentes. Tal coisa não acontecia se não houvesse toda esta cobardia, todo este medo, toda esta angústia. Mas a culpa não é minha e também não é tua. É de todos nós. De todos os que criaram estes mundos bastante diferentes, mas que no fundo são todos iguais, pois a diferença está apenas na nossa cabeça. Mas se para viver como quero terei de viver num mundo à parte, assim o farei.

Viver? Apenas em sonhos.

(Shiuu, fala baixinho...)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

“Ready for your love”

Estou preparada. Vem, podes vir. Quero ver-te a vir correr para junto de mim. Quero ver o teu sorriso e o brilho nos teus olhos. Quero ver e quero que vejam. Quero que vejam a sorte que tenho. Quero que percebam o que sinto. Quero que sintam inveja.

Mas não te deixam vir. A inveja e a frustração é tanta que não te deixam vir. Não acham justo tu vires, pois tens que dar atenção a outras coisas, e não a mim. Não querem que partilhes a tua atenção comigo.

Mas deixa para lá. Lutaremos*

quinta-feira, 18 de março de 2010

Se eu vos contasse a confusão que vai na minha cabeça não compreenderiam. Eu própria não me compreendo muito bem. Sentimentos estranhos, sentimentos novos. É apenas o que sei que são. Escrevo, penso, mas nunca chego a nenhuma conclusão, por esse motivo muitas vezes desisto. Desisto de todas as coisas que me rodeiam, é como se tudo me fosse indiferente. Aparentemente nada me afecta, nada me revolta. O brilho daquelas recordações que me vêm à tona são a única coisa que me dão força. Sento-me no muro, encostada ao poste e imagino. Imagino como poderia estar agora se tudo tivesse sido diferente. (Seria a mesma pessoa? Seria mais feliz ou mais infeliz?) Nunca poderei saber. Mas afinal não me serve de nada pensar nisto. É passado, nada mais. Não voltará a ser presente, é muito improvável. Acabou tudo, mensagens, abraços, falas, tudo. Restam as saudades.

terça-feira, 16 de março de 2010

Falta.


Por vezes pensava que era estúpido o sentimento, não fazia sentido. Mas faz, o sentimento é mais puro de que qualquer outro, é mais real que todos os outros. Marcou mais do que tudo, permaneceu na memória sempre vivo.

(Foto, minas de regoufe)

domingo, 7 de março de 2010

Onicofagia


É o hábito de roer as unhas. Na realidade não é uma questão tão simples como a nossa sociedade a considera. Não é um simples hábito como empiricamente se afirma, mas um sintoma de alguma perturbação na sua estrutura psicológica. Este aparente hábito inicia-se com um processo emocional conflituoso, inconsciente por vezes, especialmente tendo como causas primordiais a falta de atenção dos pais, que se limitam na sua azáfama quotidiana, a alimentar as crianças organicamente o melhor que podem e sabem, a preocupar-se por vezes com muita ansiedade com a higiene e o melhor vestuário que lhe podem dar. Mas tão cheios de procupações laborais e domésticas, tão apressados nos seus horários, muitas vezes condicionados por programas televisivos, que ignoram os olhares suplicantes e chamativos das suas crianças, os seus chamamentos de atenção por vezes agessivos e incomodativos, que originam as reacções não desejadas, como críticas, ralhos e gritos. Por vezes os conflitos surgem entre o casal, que extravasam em discussões testemunhadas pelas pequeninas mentes amedrontadas!
Actualmente a onicofagia está bastante alastrada e, por vezes, é acompanhada de tiques e manifestações gestuais semelhantes. Considera-se a nível científico que o acto de roer as unhas é também um mecanismo de defesa, uma forma de agressão, uma reclamação contínua de atenção e de afecto. Quando os ingredientes psíquicos afectivos adequados são ministrados, as ansiedades, inseguranças e medos vão gradualmente desaparecendo, e o hábito de roer as unhas é esquecido.
Não só em criança pode surgir este desagradável processo. Responsabilidades excessivas para além das potencialidades e capacidades do indivíduo, que criam os medos e angústias, podem gerar a onicofagia que surge em qualquer estado etário, como forma de agressão inconsciente contra quem lhe imputa essas responsabilidades excessivas, e assumidas conscientemente pelo indivíduo, convicto que é o que quer, até por uma auto-afirmação ou inflacção do Ego.
Toda a carência profunda de afectividade, de compreensão, de atenção, gera uma angustiante ansiedade que afecta as estruturas psíquicas.
A onicofagia expressa sempre um desequilíbrio emocional.

sábado, 6 de março de 2010

Um título qualquer



Sinto falta do teu abraço sempre acompanhado de um Bom dia. Do teu brilho nos olhos que me fazia sorrir. Da tua força que me fazia erguer a cabeça. Saudades dos tempos passados contigo ou sem ti, mas com a certeza que estavas sempre a meu lado. Quando o dia não me corria na perfeição, ligava-te e o carinho da tua voz confortava-me. Saber que estavas ali, confortava-me. Fazias-me Feliz.

Será possível termos saudades do que nunca possuímos?

Felicidade? O que é isso?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Completamente perdida --'

Perdida nas memórias passadas e nos pensamentos vindouros. Perdida entre o nada e o tudo, entre o muito e o pouco. Perdida nas escolhas e nas decisões, no meio da verdade e da mentira. Perdida no tempo, perdida no espaço.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saudade

“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como impedir as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.” (Miguel Falabella)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ser Criança

Pareço uma criança. Sinto falta de tudo, não compreendo as coisas e gostava de saber o porquê delas existirem. Não entendo. Só me falta fazer a birras e puxar pela mão da minha mãe para ela vir brincar comigo. A altura é a suficiente para passar por criança e o pensamento, pelo que vejo e ouço parece que também. O fascínio por doces é igual, se não ainda maior, ao delas. Se me falta algo para ser uma criança, não estou a ver o que é. Só se for os dentinhos de leite bem brancos e as roupas cor-de-rosa. Gostava realmente de ser uma criança, mas uma criança de verdade.