-Talvez?
-Não. Não é não.
-Será sempre não?
-Tudo mudou...
-Responde-me. Será sempre não?
-Os sentimentos...
-Sentimentos? Porque não me dizes a verdade...
-Não percebes.
-Sinceramente, não, não percebo.
-Pois...
-Porque foges?
-...
-Achava-te diferente.
-Eu sou assim.
-Não eras, mudas-te.
-Sempre fui assim.
-Não. Eu sempre te tentei compreender, mas ela, ela é que te mudou.
-Não...
-(suspiros)
-Desculpa.
-(lágrimas)
-...
-Não!
Uma fúria penetrava pelo seu corpo. O mundo não era aquilo que ela via, tudo se desmoronou. As lágrimas apresentavam-se enquanto o sorriso era apagado, destruído completamente. Havia uma parte dela que não acreditava naquilo que lhe tinha acontecido. Mas o mundo apertou, apertou, apertou de tal forma que tornou-se miseravelmente pequeno e ela passou a ter, todos os dias, a verdade à frente dos seus olhos.
(Grito: FODASSE!)
Passado!
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