quarta-feira, 5 de maio de 2010

“Ready for your love”

Estou preparada. Vem, podes vir. Quero ver-te a vir correr para junto de mim. Quero ver o teu sorriso e o brilho nos teus olhos. Quero ver e quero que vejam. Quero que vejam a sorte que tenho. Quero que percebam o que sinto. Quero que sintam inveja.

Mas não te deixam vir. A inveja e a frustração é tanta que não te deixam vir. Não acham justo tu vires, pois tens que dar atenção a outras coisas, e não a mim. Não querem que partilhes a tua atenção comigo.

Mas deixa para lá. Lutaremos*

quinta-feira, 18 de março de 2010

Se eu vos contasse a confusão que vai na minha cabeça não compreenderiam. Eu própria não me compreendo muito bem. Sentimentos estranhos, sentimentos novos. É apenas o que sei que são. Escrevo, penso, mas nunca chego a nenhuma conclusão, por esse motivo muitas vezes desisto. Desisto de todas as coisas que me rodeiam, é como se tudo me fosse indiferente. Aparentemente nada me afecta, nada me revolta. O brilho daquelas recordações que me vêm à tona são a única coisa que me dão força. Sento-me no muro, encostada ao poste e imagino. Imagino como poderia estar agora se tudo tivesse sido diferente. (Seria a mesma pessoa? Seria mais feliz ou mais infeliz?) Nunca poderei saber. Mas afinal não me serve de nada pensar nisto. É passado, nada mais. Não voltará a ser presente, é muito improvável. Acabou tudo, mensagens, abraços, falas, tudo. Restam as saudades.

terça-feira, 16 de março de 2010

Falta.


Por vezes pensava que era estúpido o sentimento, não fazia sentido. Mas faz, o sentimento é mais puro de que qualquer outro, é mais real que todos os outros. Marcou mais do que tudo, permaneceu na memória sempre vivo.

(Foto, minas de regoufe)

domingo, 7 de março de 2010

Onicofagia


É o hábito de roer as unhas. Na realidade não é uma questão tão simples como a nossa sociedade a considera. Não é um simples hábito como empiricamente se afirma, mas um sintoma de alguma perturbação na sua estrutura psicológica. Este aparente hábito inicia-se com um processo emocional conflituoso, inconsciente por vezes, especialmente tendo como causas primordiais a falta de atenção dos pais, que se limitam na sua azáfama quotidiana, a alimentar as crianças organicamente o melhor que podem e sabem, a preocupar-se por vezes com muita ansiedade com a higiene e o melhor vestuário que lhe podem dar. Mas tão cheios de procupações laborais e domésticas, tão apressados nos seus horários, muitas vezes condicionados por programas televisivos, que ignoram os olhares suplicantes e chamativos das suas crianças, os seus chamamentos de atenção por vezes agessivos e incomodativos, que originam as reacções não desejadas, como críticas, ralhos e gritos. Por vezes os conflitos surgem entre o casal, que extravasam em discussões testemunhadas pelas pequeninas mentes amedrontadas!
Actualmente a onicofagia está bastante alastrada e, por vezes, é acompanhada de tiques e manifestações gestuais semelhantes. Considera-se a nível científico que o acto de roer as unhas é também um mecanismo de defesa, uma forma de agressão, uma reclamação contínua de atenção e de afecto. Quando os ingredientes psíquicos afectivos adequados são ministrados, as ansiedades, inseguranças e medos vão gradualmente desaparecendo, e o hábito de roer as unhas é esquecido.
Não só em criança pode surgir este desagradável processo. Responsabilidades excessivas para além das potencialidades e capacidades do indivíduo, que criam os medos e angústias, podem gerar a onicofagia que surge em qualquer estado etário, como forma de agressão inconsciente contra quem lhe imputa essas responsabilidades excessivas, e assumidas conscientemente pelo indivíduo, convicto que é o que quer, até por uma auto-afirmação ou inflacção do Ego.
Toda a carência profunda de afectividade, de compreensão, de atenção, gera uma angustiante ansiedade que afecta as estruturas psíquicas.
A onicofagia expressa sempre um desequilíbrio emocional.