terça-feira, 16 de março de 2010

Falta.


Por vezes pensava que era estúpido o sentimento, não fazia sentido. Mas faz, o sentimento é mais puro de que qualquer outro, é mais real que todos os outros. Marcou mais do que tudo, permaneceu na memória sempre vivo.

(Foto, minas de regoufe)

domingo, 7 de março de 2010

Onicofagia


É o hábito de roer as unhas. Na realidade não é uma questão tão simples como a nossa sociedade a considera. Não é um simples hábito como empiricamente se afirma, mas um sintoma de alguma perturbação na sua estrutura psicológica. Este aparente hábito inicia-se com um processo emocional conflituoso, inconsciente por vezes, especialmente tendo como causas primordiais a falta de atenção dos pais, que se limitam na sua azáfama quotidiana, a alimentar as crianças organicamente o melhor que podem e sabem, a preocupar-se por vezes com muita ansiedade com a higiene e o melhor vestuário que lhe podem dar. Mas tão cheios de procupações laborais e domésticas, tão apressados nos seus horários, muitas vezes condicionados por programas televisivos, que ignoram os olhares suplicantes e chamativos das suas crianças, os seus chamamentos de atenção por vezes agessivos e incomodativos, que originam as reacções não desejadas, como críticas, ralhos e gritos. Por vezes os conflitos surgem entre o casal, que extravasam em discussões testemunhadas pelas pequeninas mentes amedrontadas!
Actualmente a onicofagia está bastante alastrada e, por vezes, é acompanhada de tiques e manifestações gestuais semelhantes. Considera-se a nível científico que o acto de roer as unhas é também um mecanismo de defesa, uma forma de agressão, uma reclamação contínua de atenção e de afecto. Quando os ingredientes psíquicos afectivos adequados são ministrados, as ansiedades, inseguranças e medos vão gradualmente desaparecendo, e o hábito de roer as unhas é esquecido.
Não só em criança pode surgir este desagradável processo. Responsabilidades excessivas para além das potencialidades e capacidades do indivíduo, que criam os medos e angústias, podem gerar a onicofagia que surge em qualquer estado etário, como forma de agressão inconsciente contra quem lhe imputa essas responsabilidades excessivas, e assumidas conscientemente pelo indivíduo, convicto que é o que quer, até por uma auto-afirmação ou inflacção do Ego.
Toda a carência profunda de afectividade, de compreensão, de atenção, gera uma angustiante ansiedade que afecta as estruturas psíquicas.
A onicofagia expressa sempre um desequilíbrio emocional.

sábado, 6 de março de 2010

Um título qualquer



Sinto falta do teu abraço sempre acompanhado de um Bom dia. Do teu brilho nos olhos que me fazia sorrir. Da tua força que me fazia erguer a cabeça. Saudades dos tempos passados contigo ou sem ti, mas com a certeza que estavas sempre a meu lado. Quando o dia não me corria na perfeição, ligava-te e o carinho da tua voz confortava-me. Saber que estavas ali, confortava-me. Fazias-me Feliz.

Será possível termos saudades do que nunca possuímos?

Felicidade? O que é isso?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Completamente perdida --'

Perdida nas memórias passadas e nos pensamentos vindouros. Perdida entre o nada e o tudo, entre o muito e o pouco. Perdida nas escolhas e nas decisões, no meio da verdade e da mentira. Perdida no tempo, perdida no espaço.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saudade

“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como impedir as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.” (Miguel Falabella)