sábado, 14 de novembro de 2009

Eu vou continuar ali.

Talvez seja melhor deixarem-me sozinha hoje. Eu quero gritar sem que vocês ouçam, eu quero chorar sem que vocês vejam. Só as paredes serão capazes de escutar tudo o que o meu coração dirá. Porque eu confio nelas, sei que não contarão a ninguém. Posso desabafar porque sei que não me usarão, sei que não me criticarão, não me mentirão, porque elas sabem guardar e sabem, principalmente, ouvir o meu coração. Deixem-me ficar no canto, encostada ao poste a olhar para ele. Pelo menos os olhos não mentem. Sei o que vejo. Vejo o mundo ao contrário. Mas prefiro ficar ali, encostada ao poste a ver tudo a cair em meu redor. Prefiro sentir o meu coração partir-se em pedaços. Prefiro ver e viver a verdade. Sei que assim, não me desiludirei mais. O meu mundo é verdadeiro. E quando não houver mais lágrimas para chorar, quando não houver mais nada para ver, quando não houver mais nada para sentir, eu vou continuar ali, no canto encostada ao poste, mas desta vez com um sorriso no rosto e com ele a meu lado.

(Por mais que me insultem, por mais que me critiquem, por mais que me tentem descontrolar e por mais que tentem ouvir as minhas palavras, não vão conseguir. Podem-se deixar disso. Porque o que conseguem, é deixarem-me exactamente onde eu estava. Não me mudam. Se não têm mais nada para fazer, limitem-se a criticarem-se e deixem os outros em paz. D, R e S.)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dar a volta por cima.

O texto tem de ser lido da forma correcta, senão não faz sentido. E desculpem lá a linguagem.

Separar-nos? Nada era capaz de o fazer, pensava eu. Andava cega ou o carago e não via mais nada à minha frente a não seres tu. Andava aí, feita tolinha, toda feliz da vida, mal sabia o que me esperava. Não sabia, mas fiquei a saber, e bem rápido. Ah e tal, és muito boa pessoa mas não dá. Pois, que boa explicação me deste. Nem uma justificação foste capaz de dar. De um dia para o outro deixas de falar comigo, deixas de querer estar comigo, deixas de me responder… E eu ainda andava aí toda preocupada a pensar que se passava algo. E realmente passava, mas era comigo, estava cega, ceguinha de todo. Bem me avisaram, mas eu…eu não liguei. Durante esse tempo caguei completamente para tudo. Apenas me interessava por ti. E como nunca é demais, volto a dizer, estava mesmo ceguinha… é que passava-me completamente tudo ao lado. Como se costuma dizer, eu andava com a cabeça na lua. Enfim, pelo menos regressei à terra. Mais vale tarde do que nunca. Mas apesar de o sentimento continuar aqui dentro desta merda que é o coração, já não comandará nada do que eu possa fazer. Porque todos aqueles dias que a porcaria das lágrimas teimavam em sair, todos aqueles dias em que tu não me saias da cabeça, todos esses dias me serviram de alguma coisa, e não foram só dor de cabeça.
Só uma coisa me incomoda, mas disso eu não vou falar.


(O facto de a linguagem não ser a mais correcta é intencional. Mas peço desculpa.)

^^

Hoje é um daqueles dias que me apetece desabafar com alguém. Apesar disso não o faço. O meu coração quer isso porque necessita de falar mas o meu pensamento não quer. E o pensamento (razão) é sempre mais forte que o coração (pelo menos o meu.). O coração intimida-se com a razão. Talvez por isso, o meu pensamento não pare. Quero dizer, com isto, que todos os acontecimentos marcantes permanecem bem guardados aqui dentro, infelizmente. E digo infelizmente pois falo daqueles que marcam pela negativa. E, permanecem cá dentro, pois a razão intimida tão completamente o coração que ele não é capaz de fazer o que quer. Não é capaz de desabafar, deitar tudo cá para fora. É como se a razão comanda-se tudo. O coração fica preso de tal maneira que nada pode fazer. A única forma que ele arranja de se expressar é através das reacções. Mas, com tanta pressão da razão, ele não se expressa como quer. Ele expressa-se de uma forma violenta, pois a revolta é tanta que ele não controla. Apenas quer sair dali, da prisão que aquilo é.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não entendo.

“… não pode mostrar o que sente, mas também não pode ignorar o seu coração…”


O mundo está cheio de contrariedades. Antes de se dar um passo tem de se pensar em tudo o que isso poderá causar, bom ou mau. Sim, hoje em dia é assim. Porque quem não o fizer, quem quiser viver o presente sem pensar no futuro, quem quiser agir de uma certa forma sem motivo, não pode. Será sempre recriminado por esta sociedade do mundo de hoje. Sociedade que não deixa as pessoas viverem de uma forma livre. Porque agora, antes de agirmos temos de pensar nos outros e não em nós. Ainda há aquelas pessoas que não o fazem e conseguem ‘estar sempre por cima’ ao que a sociedade pensa e diz. Pessoas essas que não são sensíveis ao ponto de ficarem todo o dia trancadas no quarto a pensar ‘não devia ter dito aquilo.’, ‘e agora o que é que as pessoas irão dizer?’. Admiro essas pessoas.
Eu, fazendo parte da sociedade, digo que não sou um bom exemplo. Isto porque falo daquele e daquela, critico isto e aquilo, mas quase toda a gente o faz. Apesar disso, não é o certo. Critiquei e fui criticada, falei e fui falada. Talvez já tenha contribuído para que muitas pessoas se trancassem no seu quarto e chorassem até não poder mais. Eu, sendo um mau exemplo da sociedade, também sou uma dessas pessoas que se fecham no quarto. Choro, choro… e no fim não me entendo. Porque chorar? Não entendo porquê aquelas lágrimas, porquê aquela dor de cabeça, porquê tanta incerteza e tanta insegurança. Não entendo os meus sentimentos. Não entendo. Assim como não entendo isso, não entendo este texto. Não entendo as minhas reacções nem os meus pensamentos. Não entendo nada.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mas que sentimento.

Este sentimento. O raio deste sentimento. Insiste em permanecer cá dentro e, por mais que eu tente arrancá-lo com a minha própria mão, ele não desaparece. Está fixo de uma maneira tão forte que nada o consegue retirar daqui de dentro. É como se o coração fosse como uma cela, onde os prisioneiros, neste caso os sentimentos, andam de um lado para o outro, sempre inquietantes. Não há maneira de sair daquela prisão (prisão perpétua). Mas a culpa foi tua. Tu é que devias estar com este sentimento bem preso dentro do teu coração. Mas, apesar de eu pensar isto, não o queria, pois acho que não o merecias. E acho isto pois gosto de ti, tu poderias fazer todo o mal do mundo que eu nunca te quereria mal. Mas antes que eu desate aqui a chorar por tua causa, o que me ia provocar uma grande dor de cabeça e ia fazer com que eu gastasse muitos lenços de papel, vou voltar aos sentimentos. Como dizia, o sentimento dentro do coração é como um prisioneiro numa cela. Quando o prisioneiro vê uma visita sorri e salta de alegria, o sentimento é igual. Assim que sinto a tua presença o meu coração começa a bater de tal forma que parece que vai rebentar. É o sentimento. É o sentimento que lá dentro salta de alegria por ver, finalmente, a única esperança da sua “liberdade”, a única esperança de ele sair de dentro desta prisão que é o meu coração.
-Mas que Sentimento.

(é o tal chamado sentimento de merda --' )