Escondia-se por detrás daquelas mágoas que a assombrava. O medo aprisionou-a naquela escuridão e transformou-a numa pessoa que ela não era. Lutou. Esforçou-se ao máximo para conseguir que aquele dia, o dia em que tudo mudava, o dia em que tudo começava, chegasse. O esforço foi tal que os músculos rasgaram e o seu corpo tremia por todas as suas partes. Aquecia. O suor escorria pela sua pele lisa e clara. Nada se ouvia a não ser as gotas de suor a embater com o chão e a sua respiração. O barulho dos ossos a estalar ensurdecia o suave da sua voz. Aquecia ainda mais. Caiam ainda mais gotas e cada vez mais aceleradas. O barulho era cada vez mais ensurdecedor. Os músculos rasgavam ainda mais, cada vez com mais violência. O batimento cardíaco aumentava… “pum-pum, pum-pum, pum-pum”. O calor era desesperador, era infernal. As dores eram cada vez mais fortes, mais dolorosas. O sofrimento aumentava de dia para dia.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
De dia para dia.
domingo, 15 de novembro de 2009
Tu, já lá não estavas.
O dia apenas tinha começado e eu já sentia a tua falta. Tínhamos estado juntos na noite anterior, os dois, a ver as estrelas. Uma pequena estrela cadente passou o céu, de um lado ao outro e tu disseste-me que pedisse um desejo. Pedi para que todos os dias à noite eu pudesse sentar-me contigo naquelas escadas a ver as estrelas. Na noite seguinte jantei o mais rápido que pude, para conseguir ir ter contigo. Um sorriso no rosto e um brilho nos olhos era a expressão da minha cara. Parecia uma criança quando vê uma loja cheia de brinquedos. Mas mal cheguei à loja, desiludi-me. O brinquedo que eu queria não estava lá. O brilho nos olhos não passava de lágrimas e o sorriso no rosto era apenas uma maneira de esconder a minha tristeza. Foi então que descobri que nada era verdade. A estrela cadente não passava de um avião e o "nós" não passava do "tu" e "eu" . Apesar disso, eu continuava a sentar-me todas as noites naquelas escadas a ver as estrelas. Ainda tinha a esperança de que tu pudesses aparecer e que te sentasses ali comigo. Passou um dia, dois dias… e eu continuava sozinha. Então, deixei de lá ir, de nada adiantava, tu não aparecias. As saudades apertavam e as recordações já não acalmavam o sentimento. Passei dias a olhar para o telemóvel à espera de uma sms tua, com o Messenger ligado à espera que me dissesses algo, mas nada, parecia que te tinhas esquecido de mim.
(E não é que, te esqueces-te mesmo? Quando voltei a ir ver as estrelas tu estavas lá, mas, não estavas sozinho.)
*olhos de vampiro*
sábado, 14 de novembro de 2009
Eu vou continuar ali.
Talvez seja melhor deixarem-me sozinha hoje. Eu quero gritar sem que vocês ouçam, eu quero chorar sem que vocês vejam. Só as paredes serão capazes de escutar tudo o que o meu coração dirá. Porque eu confio nelas, sei que não contarão a ninguém. Posso desabafar porque sei que não me usarão, sei que não me criticarão, não me mentirão, porque elas sabem guardar e sabem, principalmente, ouvir o meu coração. Deixem-me ficar no canto, encostada ao poste a olhar para ele. Pelo menos os olhos não mentem. Sei o que vejo. Vejo o mundo ao contrário. Mas prefiro ficar ali, encostada ao poste a ver tudo a cair em meu redor. Prefiro sentir o meu coração partir-se em pedaços. Prefiro ver e viver a verdade. Sei que assim, não me desiludirei mais. O meu mundo é verdadeiro. E quando não houver mais lágrimas para chorar, quando não houver mais nada para ver, quando não houver mais nada para sentir, eu vou continuar ali, no canto encostada ao poste, mas desta vez com um sorriso no rosto e com ele a meu lado.
(Por mais que me insultem, por mais que me critiquem, por mais que me tentem descontrolar e por mais que tentem ouvir as minhas palavras, não vão conseguir. Podem-se deixar disso. Porque o que conseguem, é deixarem-me exactamente onde eu estava. Não me mudam. Se não têm mais nada para fazer, limitem-se a criticarem-se e deixem os outros em paz. D, R e S.)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Dar a volta por cima.
(O facto de a linguagem não ser a mais correcta é intencional. Mas peço desculpa.)