quinta-feira, 26 de março de 2009

Quero um abraço teu. Só preciso de um abraço teu. Um abraço que me faça recordar todos os momentos passados contigo, tudo o que era Lindo e que agora acabou… Um abraço para alimentar a saudade e para não deixar a esperança morrer. Um abraço com a maior força, porque quero sentir-te, preciso sentir-te. Olha-me nos olhos e abraça-me, faz o que nunca fizes-te e o que eu sempre tive medo de fazer. Diz-me o que sentes, diz-me o que encontras em mim.
Olha-me nos olhos…
Quero um abraço teu. Só preciso de um abraço teu.

domingo, 22 de março de 2009

Não tenciono ser professora, não tenciono ser engenheira, não tenciono ser advogada, muito menos economista. Não quero seguir uma destas profissões… não quero passar o resto da minha vida na escola; não quero passar o resto da minha vida ‘trancada’ num tribunal a defender uma pessoa que nem sei se é culpada ou não; não quero passar o resto da minha vida a ver números e números a minha frente. Não quero nenhuma destas profissões, nem algo parecido. Gostava, claramente, de ir para a tropa. Sim, ir para a tropa. Mas, problemas estúpidos impossibilitam-me disso. Então gostava de ir para a polícia. Andar atrás de criminosos, perseguir as pessoas mais cobardes de sempre, que não querem sofrer as consequências dos seus actos. Quero correr o risco de levar um, dois ou três tiros… quero correr o risco de poder morrer ou ficar o resto da vida agarrada a uma cama no hospital. Quero passar multas às pessoas que não cumprem a lei. Ou então quero andar à procura de provas pelo homicídio.
Não quero uma profissão parada… não quero uma profissão assim. Quero algo perigoso, que algo que seja activo.

sábado, 21 de março de 2009

Sonhei que acordei com 40 anos já. Quando olhava para o passado ria-me de mim própria. Ria-me porque houve uma altura da minha vida em que eu queria desistir, em que eu pensava que não havia mais nada para lutar. Não havia motivo para sorrir e muito menos para saltar de alegria. Queria apenas ‘refugiar-me’ no quarto a ouvir música, a escrever, a chorar, a mandar sms, falar no msn e estar no hi5. Não pensava em mais nada. ‘vida de merda’ pensava eu. Mas quando olhava para mim, já com 40 anos, eu chorava por tudo o que tinha perdido. Todas as noites que não sai… a todos os aniversários que não ia… todas as tardes que passei sozinha… todos os fins-de-semana que passava fechada em casa. A força que não tinha antes, com 40 anos já a tinha. Mas para que precisava eu da força com 40 anos? Parte da minha vida perdi. A melhor parte da vida.
Acordei… acordei do sonho, acordei para a realidade. E pensei ‘quando tiver 40 anos não quero olhar para trás e ver uma pessoa fraca, que não conseguia ultrapassar uns problemas da vida… mas sim, olhar para trás e sentir-me orgulhosa por ter conseguido passar por tudo.’

Uma força que não a sei usar.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Hoje apetece-me escrever. Escrever para desanuviar, para me acalmar. Tantas coisas que eu poderia aqui escrever… mas, apesar desta vontade, as palavras não saem. Sinto-me presa… de tantas palavras que querem sair e não o fazem, de tantas coisas que queria fazer e não faço… enfim. Vivo numa insegurança absoluta, num medo constante.
“ter medo significa que temos algo a perder”. Porque estas coisas não me saem da cabeça.

‘se eu duvido eu penso, logo EXISTO.’ (descartes) porque gostei…


Sem palavras para escrever.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tudo tão duro, tudo tão incompreensível. Deixaste-me num sofrimento constante, numa dor profunda. No brilho dos teus olhos eu via o reflexo da tua alma, eu via a minha força, a nossa força. Pensava sermos um só, mas, pura e simplesmente, tu abandonaste-me. Partis-te para longe, sem dizer para onde ias e quando regressavas. Desistis-te da vida sem motivo algum. Pensava, apenas, ser mais uma das tuas teimosias, das tuas ideias cismáticas, mas não… Naquele dia foi verdade. Ausentaste-te para sempre. Pedi-te para regressares, mas nada podias fazer. Tinhas feito a escolha mais difícil, a escolha mais incompreensível, a escolha mais inaceitável… a escolha mais ‘cobarde’.
Um dia voltaremo-nos a encontrar. PARA SEMPRE.
(coisas estúpidas)